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DECLARAÇÃO Planalto desmente deputados e diz que cortes na Educação estão mantidos

Por: O Diario OLD
15/05/2019
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Próximo de uma paralisação dos trabalhadores de educação contra cortes no orçamento das universidades federais, parlamentares da base do governo e o Palácio do Planalto soltaram informações contraditórias sobre como o governo deve agir com relação ao tema.

Mais de um deputado do partido do presidente Jair Bolsonaro afirmou, na noite desta terça-feira (14), que o mandatário havia telefonado para o ministro da Educação, Abraham Weintraub, e ordenado que a pasta voltasse atrás no corte de cerca de 30% nos orçamentos das universidades. A informação foi confirmada ao Correio pela deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) e repetida até mesmo pelo líder da legenda na Câmara, Delegado Waldir (PSL-GO).
 
Pouco depois, no entanto, tanto o Ministério da Educação (MEC) quanto a Casa Civil desmentiram, por meio de nota, o que os parlamentares diziam. "Não procede a informação de que haverá cancelamento do contingenciamento no MEC. O governo está controlando as contas públicas de maneira responsável", afirmava o texto divulgado pelo governo.
 
Recuo
 
De acordo com informações confirmadas ao UOL, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) havia decidido hoje, na véspera do que provavelmente será a primeira grande greve do seu mandato, que não serão realizados mais cortes no orçamento do Ministério da Educação (MEC). A medida polêmica (supostamente responsável pelo recuo) que reduziu 30% do orçamento da pasta, considerada pelo ministro Weintraub como contingenciamento, havia sido anunciada em 30 de abril.
 
A determinação teria sido anunciada nesta tarde através de uma ligação para ministro da educação, Abraham Weintraub, e foi teoricamente presenciada por líderes que estavam reunidos com o presidente no Palácio do Planalto. A informação foi confirmada ao UOL por esses líderes e pelo Delegado Waldir (PSL-GO).
 
De acordo com Waldir, “O presidente ligou para o ministro na nossa frente e pediu para rever. O ministro tentou contra-argumentar, mas não tem conversa”. O Delegado contou que não existe possibilidade de prejudicar outras pastas para compensar o dinheiro que não será mais cortado do MEC.
 
Diário de Pernambuco 

O Diario OLD

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